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domingo, 19 de abril de 2015

O que é a verdade?

Questiono-me se a sei às vezes, quando sou tão peremptória em tomar decisões com base naquilo que assumo como "preto no branco". Que sei eu? A distância no tempo e no espaço podem levar-nos a ponderar e refletir em momentos que achámos ter toda a razão do mundo e, afinal, talvez estivesse completamente errada. A distância devolve-nos o sentimento, o mais puro, o mais sentido, aquele precioso desejo de felicidade, que nos devolve a esperança e a paz anterior. Porque isso, sim, é verdade, ou foi. A essência dos sentidos: ouvir a cumplicidade, cheirar os nossos anseios, tocar as nossas almas, saborear as nossas brincadeiras e olharmos-nos sem serem necessárias palavras. Tudo o resto, evapora-se. Já não estamos juntos, mas fica essa verdade, porque a sinto.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

I need to believe...

A minha vida tem tido tantas ramificações ultimamente que dificilmente conseguiria condensá-las numa página. Mas voltei para o meu abrigo, para o meu espaço digital, para as coisas que fazem parte do meu ser, para mim mesma. Cada vez mais, sinto a necessidade de voltar para mim. Eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Sem mim, não existia. Todos os momentos da minha vida em que me esqueci de mim, sofri. E estou farta de sofrer, especialmente por causa dos outros. Agora só falta acreditar!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Descobri que sou



Descobri o que já há algum tempo sabia: sou inconstante, complexa e bastante complicada, portanto, basicamente, imprópria até para consumo pessoal.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Hearing

Sometime around midnight, I didn't fell asleep. I turned over, again and again, in my bed, wondering about tomorrow. I'm under pressure and I want to go away, walking in the sand, watching the sea, hearing and feeling the wind, closing my eyes, earning some peace of mind. The noise of all that explodes in my head and I reach my quiet place. Or not.

E não é que acertou?!

Hoje, por acaso, li o meu horóscopo, coisa que faço raramente e à qual nunca dei especial atenção. Mas, fiquei impressionada, pois é exatamente assim que me sinto neste momento.
Dizia, então:
«As mudanças e alterações, ocorridas nos últimos anos, mostram-lhe a necessidade de parar, de vez em quando, para fazer o ponto de situação e saber claramente para onde quer ir.» 


 

terça-feira, 13 de março de 2012

Escapadela

E não sei para onde vou, nem como vou, nem se quero ir. Já encarei, já desmistifiquei, já aqui voltei e nada encontrei. Quero partir, descobrir e tornar a sentir, sair deste turbilhão de emoções, em que me encontro.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Resiliência

Esta foi a palavra de ordem do começo deste ano letivo (sim, estou a tentar escrever segundo a nova terminologia!). Certo. Resiliência, aparentemente, faz sentido nos dias que correm. Há falta de dinheiro. Resiliência. Compra-se com o pouco que temos, ou não o fazemos e ponto final. Sem dramas. Não há material suficiente para prosseguirmos o nosso trabalho. Resiliência. Inventa-se qualquer coisa para suprir a sua inexistência. Há mais divórcios e relações "complicadas". Resiliência. Aguenta-se, finge-se, trai-se ou desliga-se o "botão" e parte-se para outra. O computador do trabalho não funciona. Resiliência. Escreve-se como antigamente à mão. Não conseguimos aceder à internet. Resiliência. Bate-se com o pé no pc até dar alguma coisa. O carro avaria. Resiliência. Vai-se de meios de transporte, não importa se tiverem que ser 1, 2 ou 3, para chegarmos ao local de labuta. Os familiares, amigos e conhecidos fazem anos. Resiliência. Criam-se as prendas em casa com muita imaginação. Estamos cansados. Resiliência. Fazem-se férias cá dentro, de preferência em casa, entre portas, indoor. O tabaco aumentou desmesuradamente. Resiliência. Compra-se tabaco de enrolar e parece que andamos todos na ganza. Está um filme a estrear fabuloso, mas só está no centro comercial e vamos ter que encher o depósito de gasolina. Resiliência. Pesquisa-se na carteira os cartões do Benfica, da Zon, do BPI, da Fnac, para ver os descontos que conseguimos. Precisamos de uma fatiota nova para uma festa. Resiliência. Pede-se emprestada a alguém, será "nova" de certeza. Em suma:
A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. No entanto, Job (2003), que estudou a resiliência em organizações, argumenta que a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades. Fonte: Wikipédia.
PDR!!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sei, mas não.

Estou enferrujada, tanto na escrita, como no cérebro. Tenho saudades tuas e minhas. Queria abraçar os tempos d'outrora como d'agora, envolvê-los numa redoma, embalá-los e deixá-los hibernar no limbo. Cruzes no caminho entrelaçam-se, tal polvo repleto de tentáculos e braços sem fim. Conduzir no meio destas intempéries  não é tarefa fácil. Porém, todavia, contudo, tudo se faz e consegue. Como? Não sei, mas sim.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

«Searching for a place to belong»

Porque há dias em que não devíamos sair da cama, muito menos de casa. Porque há pessoas que não têm nenhum tipo de companheirismo, solidariedade e sentido de bom senso. Porque estou farta de injustiças. Porque a menstruação dá cabo dos meus nervos. Porque a minha memória está constantemente a trair-me (estúpida!). Porque hoje não era o dia indicado para estar aqui.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"what can You lose"


Não podia terminar este ano sem colocar o que assola a minha alma. Vou entrar em 2011 acompanhada de velhos e novos amigos, bem como pela minha família que está no meu coração, mas ainda de algo muito especial: uma mala. Nela estão as minhas memórias, as minhas vivências e a minha vida toda até este momento. Ao mesmo tempo, está um espaço reservado para o futuro, onde almejo só que a esperança me acompanhe, bem como a todos os demais: ser feliz.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

What's the problem today about honesty?

I don't really understand...

criar falsos testemunhos pode levar, em muitos casos, a sérias repercussões legais. However, nowadays, people have real troubles in saying the truth. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Sunlit Tree"


Agrada-me este tempo nublado e chuvoso, apesar de ainda almejar mergulhar no mar antes do ano acabar. Hoje, particularmente, agrada-me por ir ao encontro do meu estado de espírito. Os meus pensamentos estão demasiadamente turvos e a clamarem por um raio de sol que os dilua.
«- A tua colega já não me é necessária, já a usei para o que precisava. Agora sou como a Floribela, linda e maravilhosa. Também sei fazer beicinho e agarrar nas pontas da saia. E rodar, rodar, rodar... em torno da estatueta de mercúrio. Sou prendada e um autêntico McGyver feminino, arranjo solução para tudo e não me faltam ideias!»
O que eu gostava de ser assim, às vezes...
É desta forma que uns vão ter com Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado e outros vão ter com o Bruce Almighty!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

«Everything Will Flow»

Lembrei-me de ti, falei de ti e foi muito bom. Senti o carinho. Sonhei contigo? Connosco? Foi real? Partes foram, outras já serão romanceadas. Lembranças de tempos felizes que, no desespero, me trazem à luz e me dão força para continuar. Sinto o calor no coração que trespassa a pele, sem ficar sem fôlego. Tenho saudades de dizer: adoro-te! Talvez porque gostaria que mo dissessem neste momento. Nos momentos de desalento e de descrença, faz-me bem recordar-te, voltar a sentir a alegria de cantar para ti e tu fingires que nem ouves, não falando, mas olhar de soslaio para a tua face e descobri-la em paz. Independentemente do sítio onde estejas neste momento, se soubesses o quanto desejo que sejas feliz... Estamos em paz. Agradeço por teres existido. Parte de mim foi contigo e, tal como tu, não voltará. É isso que às vezes me dá mais saudades: saudades de mim, como era, como vim a descobrir mais tarde... como era e já não sou. Fragmentos. Pedaços. Tento ligá-los, descobrir o ponto de encaixe, umas alturas encontro a peça final.... outras, nem por isso. Emprestei hoje o nosso primeiro livro...curioso... agora és a sombra do amor.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Hannah - primeiro episódio

Hannah percorria o caminho com desembaraço e nem olhava onde colocava os pés. Os bosques eram-lhe familiares e muitas vezes já os tinha palmilhado de lés-a-lés. Aproximava-se do riacho onde, tantas e tantas vezes, tinha pescado em criança com os seus irmãos. Passou a ponte e chegou ao início da vila. O senhor Thomas varria o patamar em torno da taverna e bisbilhotava as actividades dos vizinhos. Riu-se, o velhote não tinha remédio! Porém, a senhora Bertha estava disposta a dar-lhe, se algum dia ele percebesse finalmente os seus sentimentos! Enfim, os amores da vila eram um enredo fabuloso para Hannah. À noite, sob a luz do candelabro, na sua escrivaninha do quarto, gostava de redigir estas histórias de amores correspondidos ou não. Adorava as festas de casamento no jardim do centro, os bailaricos de convívio e as barraquinhas de comida. Um dos eventos que mais adorava ocorria no verão e trazia uma dinâmica sem paralelo à vila. Era o dia do leilão! Neste, acontecia de tudo um pouco. Os produtores locais ofereciam as suas safras, produtos caseiros e, às vezes até objectos pessoais, de modo a serem licitados e angariarem dinheiro para a junta de freguesia. Era um dia fabuloso! As pessoas juntavam-se todas no largo central, perto do coreto, onde estava o presidente da junta com o microfone na mão a leiloar. Várias cadeiras eram preenchidas pelos primeiros a chegar ao local, sobretudo os mais velhos. Outros, percorriam as bancadas de mármore e estancavam, na dúvida, entre escolher uma fartura, um sonho, uma bifana, um prego, uma água, ou uma cerveja. As crianças corriam e saltavam por todos os lados, perseguiam os cães que, pacientemente, perdoavam-lhes as «maldades».

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lost in translation

Dou por mim a pensar que a tradução de uma língua para outra não é mais difícil do que a nossa própria. Quantos erros já cometi ao «traduzir» algo que me disseram na minha própria língua? Imensos. Tantos ou mais do que para o francês ou o inglês. Displicentemente, todos achamos graça e empregamos a expressão: «a língua portuguesa é traiçoeira.». Mas é um facto. É mesmo, mesmo. Outros, nas suas línguas maternas, queixar-se-ão do MESMO. Pondero seriamente a possibilidade de ser algo inerente à raça humana. Pensamos com o coração e não com a razão, na maior parte das vezes. Partilho da ideia de Unamuno quando este proferiu que o homem «é um animal afectivo ou sentimental» (in 'Do Sentimento Trágico da Vida’ ). Efectivamente, o que nós temos de racional? Muito pouco. No fim, nada importa a não ser o que sentimos, por mais irracional que o seja.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rewind


Ivone, encontras-te sozinha naquela casa abandonada, cuja escadaria ainda te assusta e relembra o passado. Vislumbras os momentos vividos intensamente e aos quais não deste o devido valor outrora, agora sim. Sentes-te leve e assombrada, aqui e ali. Rodopias, mas não necessariamente no sentido dos ponteiros do relógio. O candelabro oscila e quase sentes o tremor da terra debaixo dos teus pés. O piano ainda lá está, ao canto, esperando o roçar dos teus dedos. Toca-lhe. Faz-lhe o obséquio. O ecoar da música pelas divisões oferece-lhes mais do que luminosidade: dá-lhes vida. O ladrar de um cão, ouve-se de longe e espreita pela janela entreaberta. O vento sacode a poeira dos livros e dos sofás. Os panos queimam-se na lareira. A cozinha estremece de desejo e pede-te um prato só. Só para voltar a sentir o teu cheiro, o teu perfume, o teu corpo a movimentar-se e a remexer nos tachos e panelas. A adega, acompanha-a no mesmo intenso anseio. Quer que tu abras a garrafa de vinho do porto e faças o brinde:
- A nós, a quem gosta de nós e o resto que se ….

quinta-feira, 8 de abril de 2010

«New vision...»


Lying on the grass, feeling the sorrowndings, allowing to face the fear, trimbling of panic. On the top of the roof, hundred million little stones falling down, making my brain stun with the irregular noise, wondering if I was imagining things: the cry of a baby, the falling from a tree, pictures that make no sense at all, writing down notes, over and over again. Spreading my madness to my loved ones. Wanting/waiting to kill/love them. Biting my neck and swallowing my blood.



terça-feira, 9 de março de 2010

Caixa de fósforos



Foto: Private Investigation_ Paulo Almeida

Maria está sentada à escrivaninha, remexendo na pilha de papéis e procurando em vão o recibo que falta para o IRS. Ao canto, a chávena de café espera pacientemente. Os óculos pousados, sentindo-se constantemente negligenciados. No cinzeiro, amontoam-se as beatas. A sala exala uma temperatura amena, envolta numa neblina de fumo expelida pelo tabaco. Nem dá conta do facto. Já lhe é natura.
Pensa na caixa de fósforos. Ele desaparecera na mesma. Sente falta do calor. A semana que se avizinha, reserva-lhe turnos extenuantes. Tenta abstrair, embrenhando-se na leitura de um livro que seja. A sua agitação interior e permanente, acaba por arruinar o seu ensejo: aquele é o seu calmo lugar, a sua concha, a sua almofada, o seu incenso, o seu xanax.
Katie Melua escolta os seus pensamentos. A música joga a figura parental na sua vida. Apoio no luto e na alegria. Ultimamente, tem-se apaixonado cada vez mais por jazz. Mas de tudo escuta um pouco.
Espreita pela janela: as nuvens afastam-se num burburinho pouco ritmado. Abrem-se brechas e os raios espreitam constrangidos e com receio da chuva, senhora e rainha da época. Wet, wet, wet…
Sai de casa e enterra os pés na areia, curiosamente, já seca. Desenha o contorno do pé direito e rodopia pelas dunas, sentindo o vento e a brisa do mar baterem-lhe na face. Respira profundamente e sente o seu coração a ganhar vida.
Perscruta o horizonte, ao longe a esplanada. O sol aconchega as cadeiras e as mesas. Vai no seu encalço e já esplendorosamente sentada, pede um alto douro com um travo de limão.
A caixa de fósforos não lhe abandona o entendimento. Acena na direcção das amigas que acabam de aparecer no seu campo de visão. As gajas! Ri-se. Seres únicos que, tal com dissera Cícero, não existem para serem compreendidas, mas antes para serem amadas. Muitos Deles não sabem disso, obviamente. Elas sabem, certamente. Se necessário, até brincam com o facto.
Maria sabe, com toda a certeza, mesmo tendo sofrido no passado. Tivesse sido aberta a caixa de fósforos três anos antes e tudo seria hoje bem mais claro! Ele desapareceria, na mesma, sim. Mas desta vez, Para Todo O Sempre.


quarta-feira, 3 de março de 2010

Frozen... (I can't stand it anymore)


Em dias como o de hoje, em que o frio invade-nos o corpo de novo, só apetece isto...
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