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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Teatro e Cinema


Finalmente, após ter visto frustrada a minha primeira tentativa, consegui ir ver a peça:
CAVEMAN - Mim caçar, Tu colher! (Autoria: ROB BECKER | Encenação: ANTÓNiO PiRES | Interpretação: JORGE MOURATO | Tradução/adaptação: FELIPA MOURATO.)
Apesar de não ser fã dos livros de BECKER, apreciei o texto e a interpretação de Mourato. Não contive algumas gargalhadas, todavia confesso que o desenlace está longe da realidade que se pretende (penso eu de que...) retratar.


Em contrapartida, assisti ao filme «Louca por compras» sem grandes expectativas. Pensei: mais um daqueles filmes americanos para comer pipocas. Até pode ser. Não há grandes desempenhos, nem nada que o destaque especialmente para um Óscar (se bem que não ligo muito a isso nos filmes que escolho ver), contudo há algo inegável: o consumismo imensurável do nosso quotidiano. Contra mim falo, algumas vezes dou por mim a comprar algo que não tinha planeado e que tenho consciência que é supérfluo e desnecessário. Faz pensar um pouco no que nos move e para onde caminhamos. Já é alguma coisa. Só por isso valeu a pena.

domingo, 19 de julho de 2009

Very special FRIENDS


Após uma semana terrível de trabalho, eis que chega sexta-feira. Sinto-me exausta e vazia por dentro. É quando mais precisamos que os nossos amigos aparecem. Amigos de uma vida inteira, guardadores de segredos, lembranças, silêncios e sentimentos. Amigos com os quais não precisamos de falar, para adivinharem o nosso estado de alma. Amigos que nos aguardam, a uma sexta-feira à noite e, sem qualquer data «especial» a marcar, oferecem-nos um livro comprado em segunda mão, usado e deteriorado pelos tempos, com aquele cheiro a «antigo» e que nos leva a viajar pelo «Théâtre l’avant-scène» de 1963. Percorremos aqueles expositores em conjunto e descubro junto dos livros, reproduções baratinhas, de pinturas de artistas que gosto. Esgaravatamos praticamente tudo e, eis que vislumbro uma que ainda não conhecia, de um dos pintores que mais aprecio, Bruegel: «Combate entre o Carnaval e a Quaresma», 1559. A alegria aterra no meu peito. Despesa insignificante, face ao resultado terapêutico que produz. Jantamos todos numa comunhão perfeita, sorrisos e boa disposição instalam-se no sofá, confortavelmente. Espera-me outra agradável surpresa. Decidem acompanhar-me a assistir ao «Harry Potter». Conhecem bem a criança que existe dentro de mim e estão dispostos ao sacrifício. Nem tenho palavras. Ainda para mais uma desilusão, visto o filme alterar grandes partes do livro e ser, de todos os que já vi, o com menos acção. Words for what? They are my friends!



sábado, 6 de junho de 2009

Por cá mesmo...

Às vezes, o nosso trabalho absorve-nos tanto, que nem tomamos conhecimento das coisas maravilhosas que por cá existem. Foi preciso um amigo chamar-me à atenção da existência deste grupo, para ir logo pesquisar o site e descobrir um mundo novo do espectáculo para mim. Falando com outros amigos ainda fiquei pior, afinal muitos já sabiam da sua existência. Devo andar mesmo com os olhos tapados! Se andarem como eu, vão ao site e descubram...

www.fatiasdeca.com

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Agenda Cultural


Porque há tanto para ver, ouvir, visitar e compartilhar, fica aqui um cheirinho de breves apontamentos de coisas que gostaria de ter assistido, outras que aindo pretendo «comungar».



Antologia do Humor Português


Nuno Artur Silva & Inês Fonseca Santos
Outros
Editora: Texto Editores
Data: 2008
447 páginas.







FICHA ARTÍSTICA/TÉCNICA:
Título - "A Corda" de Patrick Hamilton

Adaptação - GTPWA
Dramaturgia e Encenação – Luís Costa
Actores - Ana Filipa Lourenço, Ariana Furtado, Délio Nunes, Fernanda Guadalupe, Lígia Mendes, Mário Gomes, Mónica Silva, Nuno Paulo, Paulo Franco, Teresa Rouxinol.

Locais de apresentação:
"A Corda” – Goethe Institut Lissabon - Instituto Alemão de Lisboa – Campo Mártires da Pátria,37 1169-016
Lisboa, 29 de Novembro de 2008 às 15:00h
“A Corda” – Goethe Institut Lissabon - Instituto Alemão de Lisboa – Campo Mártires da Pátria,37 1169-016
Lisboa, 20 de Fevereiro de 2009 às 19:00h e 21 de Fevereiro de 2009 às 16:00h

Os Anjos não morrem: momentos de Cabaret


TAS - Teatro de Animação de Setúbal




São momentos como este, proporcionados por um conjunto de verdadeiros artistas, que nos fazem ascender a outros patamares nas nossas vidas quotidianas e rotineiras. Bravo!
People de Setúbal: Wake Up! Eles existem e estão aí para nos deslumbrar. Com texto de Célia David a partir de Bertolt Brecht e Paul Strand. Com música de Rui Serôdio a partir de Kurt Weill. Com uma equipa fantástica de actores: Duarte Victor; Isabel Ganilho; José Nobre; Maria Simões e Sónia Martins (parabéns a esta última, conhecimento da minha adolescência e que persistiu brilhantemente no desempenho desta arte!). Acompanhados no piano por Rui Serôdio.

«Um teatro a que falta o contacto com o público é um contra-senso.»
Brecht

"Este espectáculo foi concebido em função de um espaço, o Teatro de Bolso, foi criada uma dinâmica dramática à volta do desenho da vida, aqui representado por um círculo suspenso, um quadrado de cordas, um rectângulo negro, um piano e um foco de luz. Tem na essência a confiança das vozes dos actores, o inesperado de um combate de boxe, a ternura de um pianista de unhas vermelhas e os manequins da sala de costura.
Mack Navalha, o the Knife de "A ópera dos três vinténs" de Bertolt Brecht ou Lola, Jenny e a famosa Lili Marlene são personagens apresentadas através das canções. Este é um musical de cabaré em que os actores se desdobram em artistas, apresentadores, soldados e amantes. Em lutadores de boxe, cantores, bailarinos que se entregam a um jogo de provocação e sedução com o espectador.
Teatro de guerra. Na guerra ou paz vivemos tempos sombrios.
As modas, os costumes sexuais, as ideologias políticas e a crítica, a ironia e a sátira. Ambiente inspirado na memória do kabarett alemão, Berlim 1900, Berlim na segunda guerra mundial, Berlim no pós-guerra ou um espectro próximo do imaginário de Fassbinder, Andrzej Wajda, Wim Wenders e "As asas do desejo" e até Chaplin e um humor aparentemente infantil que assume contornos de cinema mudo.
Kurt Weill, compositor da maioria dos temas apresentados, é uma referência neste contexto. Com Bertolt Brecht criou as mais belas canções de cabaré que sobrevivem até hoje e são objecto de uma infinidade de versões, traduções e recriações. É um mundo de poesia de conteúdo social e música igualmente politizada, uma conjugação perfeita. Mesmo que se trate de entretenimento nunca devemos deixar de tomar consciência da nossa situação enquanto cidadãos, homens e mulheres atentos e actuantes. "

«O homem, meu general, é muito útil. Sabe voar e sabe matar mas tem um defeito: - Sabe pensar. »
Brecht

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Teatro na Educação - AProTED


Teatro na Educação é um blog da APROTED - Associação de Professores de Teatro Educação. Pretende-se trocar ideias sobre o papel do teatro/expressão dramática na educação. Procura-se, ainda, fazer uma análise da "evolução" do teatro/expressão dramática como disciplina curricular do Sistema Educativo Português, bem como da situação profissional e habilitações dos seus docentes. Experiências, críticas, ideias, etc., são bem-vindas. mail:











sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Présence et absence du public dans le théâtre


«Il y a une façon assez facile de provoquer l’union des spectateurs, du texte, des comédiens et de la scène, c’est de reprendre sous forme de thèmes les problèmes qui gênent réellement la société.»


GIRAUDON, René. Démence et mort du théâtre.



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