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domingo, 19 de abril de 2015

"I Said to Love"

I said to Love, 
"It is not now as in old days
When men adored thee and thy ways 
All else above;
Named thee the Boy, the Bright, the One
Who spread a heaven beneath the sun,"
I said to Love.
I said to him,
"We now know more of thee than then;
We were but weak in judgment when,
With hearts abrim,
We clamoured thee that thou would'st please
Inflict on us thine agonies,"
I said to him.
I said to Love,
"Thou art not young, thou art not fair,
No faery darts, no cherub air,
Nor swan, nor dove
Are thine; but features pitiless,
And iron daggers of distress,"
I said to Love.
"Depart then, Love! . . .
- Man's race shall end, dost threaten thou?
The age to come the man of now
Know nothing of? -
We fear not such a threat from thee;
We are too old in apathy!
Mankind shall cease.--So let it be,"
I said to Love.
Thomas Hardy

quinta-feira, 15 de março de 2012

Hearing

Sometime around midnight, I didn't fell asleep. I turned over, again and again, in my bed, wondering about tomorrow. I'm under pressure and I want to go away, walking in the sand, watching the sea, hearing and feeling the wind, closing my eyes, earning some peace of mind. The noise of all that explodes in my head and I reach my quiet place. Or not.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

SHE WALKS IN BEAUTY

by: George Gordon (Lord) Byron (1788-1824)
      HE walks in beauty, like the night
      Of cloudless climes and starry skies;
      And all that's best of dark and bright
      Meet in her aspect and her eyes:
      Thus mellow'd to that tender light
      Which heaven to gaudy day denies.
       
      One shade the more, one ray the less,
      Had half impair'd the nameless grace
      Which waves in every raven tress,
      Or softly lightens o'er her face;
      Where thoughts serenely sweet express
      How pure, how dear their dwelling-place.
       
      And on that cheek, and o'er that brow,
      So soft, so calm, yet eloquent,
      The smiles that win, the tints that glow,
      But tell of days in goodness spent,
      A mind at peace with all below,
      A heart whose love is innocent!

domingo, 4 de setembro de 2011

«Nunca Me Tinha Apaixonado Verdadeiramente»

Escrevi até o princípio da manhã aparecer na janela. O sol a iluminar os olhos dos gatos espalhados na sala, sentados, deitados de olhos abertos. O sol a iluminar o sofá grande, o vermelho ruço debaixo de uma cobertura de pêlo dos gatos. O sol a chegar à escrivaninha e a ser dia nas folhas brancas. Escrevi duas páginas. Descrevi-lhe o rosto, os olhos, os lábios, a pele, os cabelos. Descrevi-lhe o corpo, os seios sob o vestido, o ventre sob o vestido, as pernas. Descrevi-lhe o silêncio. E, quando me parecia que as palavras eram poucas para tanta e tanta beleza, fechava os olhos e parava-me a olhá-la. Ao seu esplendor seguia-se a vontade de a descrever e, de cada vez que repetia este exercício, conseguia escrever duas palavras ou, no máximo, uma frase. Quando a manhã apareceu na janela, levantei-me e voltei para a cama. Adormeci a olhá-la. Adormeci com ela dentro de mim. 

Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. A partir dos dezasseis anos, conheci muitas mulheres, senti algo por todas. Quando lhes lia no rosto um olhar diferente, demorado, deixava-me impressionar e, durante algumas semanas, achava que estava apaixonado e que as amava. Mas depois, o tempo. Sempre o tempo como uma brisa. Uma aragem suave, mas definitiva, a empurrar-me os sentimentos, a deixá-los lá ao fundo e a mostrar-me na distância que eram pequenos, muito pequenos e sem valor. E sempre só a solidão. Sempre. Eu sozinho, a viver. Sozinho, a ver coisas que não iriam repetir-se; sozinho, a ver a vida gastar-se na erosão da minha memória. Sozinho, com pena de mim próprio, ridículo, mas a sofrer mesmo. Nunca me tinha apaixonado verdadeiramente. Muitas vezes disse amo-te, mas arrependi-me sempre. Arrependi-me sempre das palavras. 

José Luís Peixoto, in 'Uma Casa na Escuridão'

quinta-feira, 10 de março de 2011

Nem de propósito...

...andava nas minhas leituras, eis senão quando, deparo-me com este trecho e foi como se me lesse a alma em relação aos pensamentos que me têm assolado, ao pensar nas atitudes de certas pessoas do meu trabalho...


Meditação Sobre os Poderes
Rubricavam os decretos, as folhas tristes
sobre a mesa dos seus poderes efémeros.
Queriam ser reis, czares, tantas coisas,
e rodeavam-se de pequenos corvos,
palradores e reverentes, dos que repetem:
és grande, ninguém te iguala, ninguém.
Repartiam entre si os tesouros e as dádivas,
murmurando forjadas confidências,
não amando ninguém, nada respeitando.
Encantavam-se com o eco liquefeito
das suas vozes comandando, decretando.
Banqueteavam-se com a pequenez
de tudo quanto julgavam ser grande,
com os quadros, com o fulgor novo-rico
das vénias e dos protocolos. Vinha a morte
e mostrava-lhes como tudo é fugaz
quando, humanamente, se está de passagem,
corpo em trânsito para lado nenhum.
Acabaram sempre a chorar sobre a miséria
dos seus títulos afundados na terra lamacenta.

José Jorge Letria, in "Quem com Ferro Ama"

terça-feira, 1 de março de 2011

«Marrakesh details»


As saudades assolam-me sempre que visualizo imagens de Marrakesh. Não consigo descrever a mística que este lugar teve na minha vida e acho que terá, sempre.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Voando....

... no meio do vento, enlaçando-me na sua espiral,  balançando-me em pura, doce e espontânea alegria de estar viva e estrebuchar! Happy like the wind!
Legenda: Dream in Colours

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bom dia, Alegria!!!!

Hoje, sinto-me uma flor...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

«Seriamente na boa!»

Quero agradecer ao Helder Mendes por esta fotografia fabulosa, pois no minuto imediato em que a descobri, senti que aquela postura, aquele olhar, aquela tranquilidade e paz, era o que mais desejava alcançar! Estou a caminho...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

«____A ViDa NuMa CaIxA De PaPeLÃO____»

É nestas alturas que me questiono: «- queixas-te do quê????»

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

«Searching for a place to belong»

Porque há dias em que não devíamos sair da cama, muito menos de casa. Porque há pessoas que não têm nenhum tipo de companheirismo, solidariedade e sentido de bom senso. Porque estou farta de injustiças. Porque a menstruação dá cabo dos meus nervos. Porque a minha memória está constantemente a trair-me (estúpida!). Porque hoje não era o dia indicado para estar aqui.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Moth In Rain

«I'll wait for you. It's what I should do. I'll wait for you. It's what I can do. But in the meantime, I'll have a drink. Will you wait for me, like I wait for you? It's what you should do.»

What's the problem today about honesty?

I don't really understand...

criar falsos testemunhos pode levar, em muitos casos, a sérias repercussões legais. However, nowadays, people have real troubles in saying the truth. 

Big Mood


domingo, 12 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

my state of mind

I feel like this.....














but I'd prefer to...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Sunlit Tree"


Agrada-me este tempo nublado e chuvoso, apesar de ainda almejar mergulhar no mar antes do ano acabar. Hoje, particularmente, agrada-me por ir ao encontro do meu estado de espírito. Os meus pensamentos estão demasiadamente turvos e a clamarem por um raio de sol que os dilua.
«- A tua colega já não me é necessária, já a usei para o que precisava. Agora sou como a Floribela, linda e maravilhosa. Também sei fazer beicinho e agarrar nas pontas da saia. E rodar, rodar, rodar... em torno da estatueta de mercúrio. Sou prendada e um autêntico McGyver feminino, arranjo solução para tudo e não me faltam ideias!»
O que eu gostava de ser assim, às vezes...
É desta forma que uns vão ter com Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado e outros vão ter com o Bruce Almighty!
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