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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Professores


Deliciem-se...

Texto notável de Ricardo Araújo Pereira!

Profs....a culpa é deles!

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles,aliás.Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.É evidente que a culpa é deles.E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.

Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento?Parece-me claro que não. A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas. Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão. Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo. Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano. Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança. Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem,claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

terça-feira, 4 de agosto de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

..e quem escreve é um titular!!!!


Ser-se avaliado em Professor Excelente não é a mesma coisa que ser-se um excelente professor.

E não é fácil, um professor ser avaliado em EXCELENTE!

É difícil, muito difícil mesmo e, numa escala de valores, ser EXCELENTEé ainda mais do que ser-se MUITO BOM. Eu disse mesmo M-U-I-T-O--B-O-M; não disse BOM.

Ser-se portanto EXCELENTE é o mesmo que ser-se perfeito, distinto, notável, admirável, brilhante, magnífico, óptimo. São sinónimos que o qualificam extraordinariamente, que o qualificam como O MELHOR de entre aqueles que já sãoMUITO BONS.

Tal como o Ministério preconiza, os professores titulares têm obrigação de ter as maiores responsabilidades nas escolas porque os considera melhores que os outros; então, também deve caber aos professores EXCELENTES serem os mais responsáveis em todo o processo ensino/ aprendizagem e em todas as funções e tarefas do contexto escolar.

E se um professor titular, de acordo com o ministério, já é do melhor que existe numa escola, então, um professor TITULAR EXCELENTE é muito mais! Além de distinto, perfeito, admirável, notável, brilhante, magnífico e óptimo, ainda tem mais um atributo: ser TITULAR. Este título não é para muitos!

E, mesmo, ser-se apenas EXCELENTE já haverá poucos, muito poucos!

Posto isto, gostaria de propor para análise aos colegas deste Conselho Pedagógico o seguinte: aos professores que, nesta fase, forem avaliados em EXCELENTE, sejam eles titulares ou não, deverão, a partir do próximo ano lectivo, leccionar as turmas mais «difíceis» da escola, bem como direcções de turma e cursos que só eles, pelas suas reconhecidas qualidades evidenciadas neste rigoroso processo que tem sido a avaliação de desempenho docente, serão capazes de resolver ou minimizar problemas da melhor forma, contribuindo, assim, para que a escola seja também melhor. O rigor desta avaliação deu-lhes esse direito. É por isso que vão ser beneficiados na pontuação para concursos, no concurso para titulares, em prémios pecuniários, ... É por serem EXCELENTES, por serem os MELHORES DOS MELHORES, por serem perfeitos, distintos, notáveis, admiráveis, brilhantes, magníficos e óptimos que devem mostrar aos outros como se deve fazer.

Não é pois justo nem razoável que a escola deixe escapar este capital de conhecimentos mantendo os restantes professores com turmas difíceis e funções e tarefas complicadas, aparentemente bons professores, é verdade, mas incapazes de evidenciar os dotes que, em rigor, os professores EXCELENTES foram capazes de demonstrar nesta avaliação criteriosa dirigida ao desempenho de cada docente.

Certo da melhor atenção dos colegas e consciente da importância desta análise, solicito que, após reflexão devida, esta proposta baixe aos Departamentos e deles seja considerado o conjunto de opiniões formuladas.

Francisco Teixeira Homem, professor titular


terça-feira, 14 de julho de 2009

Não aguento mais...


chorar a rir... ou rir a chorar...

«Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.» (Racista... só os fabricados na China é que são bons não?!)


«A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.» (todos os dias me cruzo com baleias ao atravessar o rio, é tão giro)


«Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus.» (Não consigo ter palavras, nem quero pensar o que diria ele sobre a actual lei do aborto)

«Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado.» (disso não há dúvida nenhuma)

E há mais....


«A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.» (não consigo encontrar melhor definição)

«Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.» (exactamente, principalmente o Stalone)

«Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.» (atenção, não tentem fazer isto em casa, pode ser perigoso... pelo menos complicado é! Pelo sim pelo não peçam esclarecimentos ao futuro professor catedrático de análise matemática)


«A água tem uma cor inodora.» (pois... eu também gosto muito dessa cor)

«O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.» (o tipo deve ser "espião" da vizinhança, sinceramente... já ninguém quer aderir ao MEO... anda tudo a "chular" os vizinhos. Será que com o telescópio conseguiu ver a grande penalidade fora da área?!)

As melhores frases dos piores alunos


Chorar ou rir, escolham....




«A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje»
(a Futura é particularmente estudada pela "Maya")

«O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra!» (Ups! Até eu me vi atrapalhada para fazer o cálculo. Imaginação tem ele... vai ser matemático com certeza, Portugal precisa de matemáticos com imaginação)

«O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes!» (acho que faltam os Azuis!! Ah, mas esses com o apito dourado andam em fuga)

«O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0» (E antes foi o Pedro -1, já agora)

«Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.» (São uns chatos os velhos! Se o Sócrates topa o "jogo" deles...)

«O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.» (nem sei que diga... se a protecção dos animais descobre estamos todos tramados)


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pérolas


Apesar dos tempos que correm e de constantes lamúrias/reivindicações face ao estado da "nossa" Educação, continuo a acreditar no valor da mensagem que os professores "carpinteiros" validam todos os dias: ensinar e aprender andam de mãos dadas. Por isso mesmo, com a devida permissão da Cat, minha aluna, coloco aqui um texto de sua autoria que considerei um verdadeiro tesouro. Prova que ainda somos testemunhas de excepcionais seres em formação, que poderão trazer alegrias e mais-valias ao nosso futuro  e às da sua geração.

«Sinto-me desassossegada. Pois as palavras ganham um novo sentido quando não se tornam previsíveis; ganham uma nova vida quando propõem olhares e despertam perplexidades, quando inquietam o pensamento. E tornam-se sempre insuficientes quando com elas queremos dizer o que nos vai para lá da alma. Como agora.

 

A todos vocês que embarcaram comigo, aqui vos chamo de amigos.

 

Aos meus “amigos de viagem”, que embarcaram no mesmo cais, reservo uma passagem para

a outra margem, a da amizade, é um lugar certo no canto do coração e da memória.

 

Tudo o que com vocês partilhei, aprendi e adquiri vai servir-me de auto-alimento e de referência para dias mais tarde, para tempos que estão para vir…

 

A vossa prontidão e alerta nas horas certas, em que a minha maior vontade era recuar diante dos desafios, nunca vou esquecer.

 

Pois em cada acto de retorno consegui construir mais uma meta e, chegar ao fim, sempre de braço dado com vocês.

 

Palavras, gritos, sorrisos, lágrimas foi aquilo que vi ao longo desta caminhada, mas o que senti foi sem dúvida muito mais.

 

Cresci enquanto pessoa e aprendi a ser diferente com as vossas palavras certas no meu momento errado.

 

Tive um porto de abrigo seguro, roupa lavada e comida na mesa e muito mais. A vós vos louvo.

 

A ti que estiveste longe, mas que sempre me apoiaste incondicionalmente e acreditaste que eu era capaz quando eu julgava o contrário, te elevo.

 

E agora, na pobreza dos gestos e na fragilidade das palavras, nada mais me ocorre que este “obrigada”.

 

E agora a palavra-chave: Boa Sorte!»

A ti Cat, agradeço eu, por me ofereceres esta pérola.

sábado, 11 de abril de 2009

1 de Abril


Venga, mesmo com alguns dias em atraso.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ANTI-RODRIGUISMO ou A NOVA POESIA PORTUGUESA

(Movimento poético iniciado no longínquo ano da graça de 2008 por um grupo de 150 000 professores, cujo objectivo único era a exaltação das qualidades intrínsecas da então ministra da (des)educação -- Maria de Lurdes RODRIGUES.)

Seguem-se 5 poemas ilustrativos deste movimento.



Fernando Pessoa - Autopsicografia

A Lurdinhas é um(a) fingidor(a).
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é amor
Pela escola que ela sente.

E os que a ouvem com ar infeliz
Na televisão sentem bem,
Não o amor que ela diz,
Mas só o ódio que ela tem.

E assim nas calhas da vida
Gira, a corromper a nação,
Esse combóio de corda
Que se chama (des)Educação.

Fernando Pessoa - GOVERNO PORTUGUÊS

Ó governo salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por votarmos em ti, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas reuniões tivemos que fazer!
Quantos papéis tivemos que preencher!
Valeu a pena? Nada vale a pena
Se a ministra é pequena.

Quem quer passar a doutor
Tem que passar além da dor.
Deus à escola o trabalho e o sacrifício deu,
Mas nela é que espelhou o céu.




Augusto Gil - BALADA DA SINISTRA

Bate leve, levemente,
A ministra da educação.
Será cega? Será doente?
Surda é certamente,
Pois não ouve a Nação.

Quem bate, assim, levemente,
com tão sinistra certeza,
que não ouve, que não sente?
Não é anjo, nem é gente,
deve ser bicho, com certeza.

Fui ver. A tristeza caía
do inferno, não do céu,
na nossa escola agora fria.
- Há quanto tempo a não via!
Nem tinha saudades, Deus meu!
E uma infinita tristeza,
uma grande perturbação
entra em nós, fica em nós presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no nosso coração.

Bocage - Retrato da Sinistra

Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta ;

Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.

Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.

Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
É autoritária... e é MINISTRA.

Camões - Soneto à sinistra

Alma mesquinha e vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.

Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.

Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:

Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!

Caricaturas retiradas dos blogs A Educação do meu Umbigo e BasedadosRamiro

sábado, 28 de março de 2009

Books X


Boas Razões para utilizar a Biblioteca
6. Tem montes de BD's, desportivos e revistas fixes!!
Rui, o radical
7. Estar lá é estar no meu mundo: mando mails, vou aos fóruns, converso no msn, pesquiso no google, acedo aos materiais da plataforma moodle e aos próprios livros do catálogo da biblioteca. Irrita-me, às vezes, o toque da campainha.
Hugo, o cibernauta
8. Como têm tudo informatizado, a pesquisa de assuntos é rápida e o empréstimo é logo a seguir.
João, o eléctrico
9. P'rós testes, tenho sempre dicionários à minha disposição!
Tiago, o prático
10. Eu sei que eles até têm pacotes de livros para casa e dossiês de fichas e de exames e tudo... mas não vou lá, porque não posso falar alto quando me apetece!
Luís, o fala-barato

Books IX

Boas Razões para utilizar a Biblioteca

1. Gosto do ambiente... é calmo, bom para estudar e às vezes até oiço música!
Zé, o concentrado

2. É o meu espaço de trabalho: se preciso de modelos, têm lá posters e álbuns; se preciso de fazer um cartaz, têm um kit de materiais; se preciso de uma máquina fotográfica, posso requisitá-la; se preciso de inspiração, vou para a mesa junto à janela. com auscultadores.
Tiago, o artista

3. Dá jeito, no mesmo sítio, termos quase tudo: os filmes, as músicas, as revistas, os livros e o mundo todo na net.
Daniela, a comodista
4. Às vezes esqueço-me de um ou outro manual escolar e lá dão sempre uma ajudinha!
Manel, o esquecido
5. Como gosto de ler, costumo encontrar o que quero e descobrir coisas novas. E bem actuais!
Eunice, a intelectual

Books VIII

«Conheço um sítio maravilhoso. Um sítio onde as paredes estão forradas com histórias escondidas atrás de lombadas com títulos dourados, onde cada corredor fala de um mundo diferente, onde é possível percorrer os recantos mais enigmáticos do conhecimento, sem parar. Com um silêncio que acalma, envolve e ensina, é fácil penetrar no Universo, desvendar os segredos da História e encontrar os pensamentos dos mais sábios. O tempo não passa.
Faço questão de atravessar todos os corredores da sabedoria e de me perder. Perco-me hoje e perder-me-ei sempre.
Haverá, em algum lugar do Mundo, sítio mais rico que este? Procure-se nos túmulos dos mais ricos, nas ilhas dos maiores piratas e nos palácios dos reis mais poderosos. Vasculhe-se o fundo dos oceanos e as cavernas mais tenebrosas. A riqueza está onde a encontrei. Não me enche os bolsos, mas recheia-me a mente de tudo o que sempre quis, de tudo o que posso querer.
Tudo o que pode existir está à espera de ser descoberto por mais alguém. Tudo, à espera de um desassossego interior, de uma dúvida ou de uma intriga, algo que desperte aquilo que de mais sagrado possuímos, a vontade de saber, sem medo de descobrir. Há sempre uma biblioteca a aguardar, ansiosa, pela visita do mais atrevido, daquele que usa o que sabe para nos tornar mais completos.»

Atena (pseud.)
Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes (Olhão)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Para chorar de vergonha: Eduardo Prado Coelho


Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.
Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO. Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país:- Onde a falta de pontualidade é um hábito;- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns. Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Um lugar recorrente

Há sempre que voltar e retornar a determinados espaços únicos que são nossos e dar-lhes a devida valorização, quanto muito pela persistência contínua em abrir horizontes e desbravar mentalidades e ideologias.
Educar não passa somente por ensinar conteúdos, regras e condutas, mas também por conduzir e orientar as novas gerações a contemplar novos mundos, perspectivas e lugares.
Nessa óptica, tentei proporcionar aos meus alunos uma visita a esse sítio magnífico, a Fundação Calouste Gulbenkian, onde visitámos e fomos conduzidos ao longo de uma exposição digna de olhar. As suas directizes eram simples: observar, sentir, planar e reflectir sobre a supracitada.
Pelo feedback posterior, senti plenamente «vale sempre a pena, quando a alma não é pequena»!

Weltliteratur. Madrid, Paris, Berlim, São Petersburgo, o Mundo!




20 de Novembro de 2008






A expressão de Goëthe, associada ao verso de Cesário Verde, para mostrar a literatura portuguesa do Mundo, numa exposição singular que conta com o comissariado de António M. Feijó e a concepção dos arquitectos Francisco e Manuel Aires Mateus. Textos literários, documentos e obras de arte apresentados em 11 salas autónomas que mostram a literatura e os autores da geração de Fernando Pessoa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Teatro na Educação - AProTED


Teatro na Educação é um blog da APROTED - Associação de Professores de Teatro Educação. Pretende-se trocar ideias sobre o papel do teatro/expressão dramática na educação. Procura-se, ainda, fazer uma análise da "evolução" do teatro/expressão dramática como disciplina curricular do Sistema Educativo Português, bem como da situação profissional e habilitações dos seus docentes. Experiências, críticas, ideias, etc., são bem-vindas. mail:











sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ferramentas


http://www.big6.com/

What is the Big6?


“Data collected from thousands of students showed that students who were taught informative nonfiction using the Big6 approach with a combination of analytical, creative, and practical activities, outperformed students who were taught two alternative approaches (see materials at: www.yale.edu/pace).”


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