terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Musician's lovers

Como amante de música que sou (assumo plenamente esse rótulo), o assistir à representação de «Os Anjos Não Morrem» fez-me recordar com nostalgia essa belíssima canção de Lili Marlene.
Portanto, não poderia deixar de "postar" aqui esse marco da história.



Vor der Kaserne
Vor dem großen Tor
Stand eine Laterne
Und steht sie noch davor
So woll'n wir uns da wieder seh'n
Bei der Laterne wollen wir steh'n
Wie einst Lili Marleen.

Unsere beiden Schatten
Sah'n wie einer aus
Daß wir so lieb uns hatten
Das sah man gleich daraus
Und alle Leute soll'n es seh'n
Wenn wir bei der Laterne steh'n
Wie einst Lili Marleen.

Schon rief der Posten,
Sie blasen Zapfenstreich
Das kann drei Tage kosten
Kam'rad, ich komm sogleich
Da sagten wir auf Wiedersehen
Wie gerne wollt ich mit dir geh'n
Mit dir Lili Marleen.

Deine Schritte kennt sie,
Deinen schönen Gang
Alle Abend brennt sie,
Doch mich vergaß sie lang
Und sollte mir ein Leid gescheh'n
Wer wird bei der Laterne stehen
Mit dir Lili Marleen?

Aus dem stillen Raume,
Aus der Erde Grund
Hebt mich wie im Traume
Dein verliebter Mund
Wenn sich die späten Nebel drehn
Werd' ich bei der Laterne steh'n
Mit dir Lili Marleen.

Underneath the lantern,
By the barrack gate
Darling I remember
The way you used to wait
T'was there that you whispered tenderly,
That you loved me,
You'd always be,
My Lilli of the Lamplight,
My own Lilli Marlene

Time would come for roll call,
Time for us to part,
Darling I'd caress you
And press you to my heart,
And there 'neath that far-off lantern light,
I'd hold you tight ,
We'd kiss good night,
My Lilli of the Lamplight,
My own Lilli Marlene

Orders came for sailing,
Somewhere over there
All confined to barracks
was more than I could bear
I knew you were waiting in the street
I heard your feet,
But could not meet,
My Lilly of the Lamplight,
my own Lilly Marlene

Resting in our billets,
Just behind the lines
Even tho' we're parted,
Your lips are close to mine
You wait where that lantern softly gleams,
Your sweet face seems
To haunt my dreams
My Lilly of the Lamplight,
My own Lilly Marlene

Devant la caserne
Quand le jour s'enfuit,
La vieille lanterne
Soudain s'allume et luit.
C'est dans ce coin là que le soir
On s'attendait remplis d'espoir
: Tous deux, Lily Marlène. :

Et dans la nuit sombre
Nos corps enlacés
Ne faisaient qu'une ombre
Lorsque je t'embrassais.
Nous échangions ingénûment
Joue contre joue bien des serments
: Tous deux, Lily Marlène. :

Le temps passe vite
Lorsque l'on est deux!
Hélas on se quitte
Voici le couvre-feu...
Te souviens-tu de nos regrets
Lorsqu'il fallait nous séparer?
: Dis-moi, Lily Marlène? :

La vieille lanterne
S'allume toujours
Devant la caserne
Lorsque finit le jour
Mais tout me paraît étrange
Aurais-je donc beaucoup changé?
: Dis-moi, Lily Marlène. :

Cette tendre histoire
De nos chers vingt ans
Chante en ma mémoire
Malgré les jours, les ans.
Il me semble entendre ton pas
Et je te serre entre mes bras
: Lily...Lily Marlène :



Esta é, sem dúvida, a canção mais popular da 2.ª Guerra Mundial. Era o hino não oficial de todos os soldados de Infantaria de ambos os lados do conflito. A poesia foi escrita em 1915 pelo soldado alemão Hans Leip (1893-1983), que lhe deu o título combinando o nome da sua namorada, Lili, com o apelido de uma jovem enfermeira com quem simpatizou. O poema foi mais tarde publicado numa colecção da sua poesia em 1937.A poesia chamou a atenção de Norbert Schultze, que a musicou em 1938.A música teve um caminho atribulado. Goebbels não gostava da canção, preferia uma marcha. Lale Andersen (Eulalia Bunnenberg) não a queria cantar, mas acabou por o fazer em 1941, para uma pequena edição de 700 cópias. A Rádio da Forças Alemãs começou a transmiti-la para o Afrika Korps em 1941. Foi logo proibida.Após a ocupação alemã da Jugoslávia, o director de uma Rádio alemã sediada em Belgrado, o jovem tenente Karl-Heinz Reintgen começou a transmiti-la de novo, com grande agrado de Rommel. Tornou-se a canção oficial da estação, que a transmitia diariamente às 21.55, antes do fim da emissão. Lili Marlene era ouvida também pelos Aliados. Depressa se tornou a canção preferida dos soldados de ambos os lados. Em 1944, apareceu uma versão inglesa, escrita por um certo J.J. Phillips, aborrecido por ouvir os ingleses cantar em alemão. O Oitavo Exército Inglês adoptou a canção. Marlene Dietrich cantou “The Girl under the Lantern” em muitos espectáculos, na Rádio e “em três longos anos, na África do Norte, Sicília, Itália, no Alasca, Gronelândia, Islândia e Inglaterra”, como ela gostava de dizer mais tarde. Diz-se que a canção foi traduzida em 48 línguas, incluindo o francês, o russo, o italiano e o hebreu.

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