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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

...unconventional

Cubic Houses ( Rotterdam , Netherlands )
Erwin Wurm House Attack ( Viena , Austria )
Ferdinand Cheval Palace a.k.a Ideal Palace ( France )
Forest Spiral - Hundertwasser Building ( Darmstadt , Germany )
Habitat 67 ( Montreal , Canada )

«Cai Chuva do Céu Cinzento»


Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.


Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.

Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.

"Sunlit Tree"


Agrada-me este tempo nublado e chuvoso, apesar de ainda almejar mergulhar no mar antes do ano acabar. Hoje, particularmente, agrada-me por ir ao encontro do meu estado de espírito. Os meus pensamentos estão demasiadamente turvos e a clamarem por um raio de sol que os dilua.
«- A tua colega já não me é necessária, já a usei para o que precisava. Agora sou como a Floribela, linda e maravilhosa. Também sei fazer beicinho e agarrar nas pontas da saia. E rodar, rodar, rodar... em torno da estatueta de mercúrio. Sou prendada e um autêntico McGyver feminino, arranjo solução para tudo e não me faltam ideias!»
O que eu gostava de ser assim, às vezes...
É desta forma que uns vão ter com Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado e outros vão ter com o Bruce Almighty!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

As time goes by...


«I am certain of nothing but the holiness of the heart's affections, and the truth of imagination.» John Keats

domingo, 5 de setembro de 2010

BJORK BACHELORETTE

António Lobo Antunes fez 68 anos esta quarta-feira, dia 1 de Setembro.

Crónica de muito amor


Na minha família não se fala de mariquices mas, de vez em quando, há gestos destes, de ternura escondida, como quem não quer a coisa
O João trouxe-me um Santo António pequenino de Pádua: comoveu-me que se tivesse lembrado de mim. Na minha família não se fala de mariquices mas, de vez em quando, há gestos destes, de ternura escondida, como quem não quer a coisa. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar? Pelo menos entre nós é assim: não há elogios, não há censuras, raramente há perguntas. Para quê? Há um estar ali que é já tanto. Diz-se sem as palavras e percebe-se que se diz e o que se diz porque o clima, não sei explicar de outra maneira, se torna diferente. Não falamos do que cada um faz: a gente sabe. Do que cada um sente: a gente sabe. Não se fala do sofrimento, não se fala da alegria: a gente conhece. É melhor desta forma. Uma única ocasião o meu pai fez-me uma confidência, sacudiu-a logo com a mão

- Chega de pieguices

e alegrou-me que se penitenciasse por transgredir as regras. Não há efusões, não há gestos e, no entanto, as efusões e os gestos estão lá. Quem souber ver que veja, quem não souber é porque não pertence à tribo. Não há lamentos: porque é que hei-de lamentar a minha sorte, interrogava o grego. Não há censuras, não há críticas, salvo em ocasiões muito, mas mesmo muito, especiais. O Zé Cardoso Pires percebia isto

- Vocês estão muito ligados

disse-me um dia, e mudou logo de paleio.

- Nenhum escritor gosta de falar do que escreve

afirmava ele. E, realmente, nunca falámos um ao outro do que escrevíamos. Quase todos os dias conversávamos mas não se tocava nesse assunto. Quando muito

- Estás a trabalhar?

e acabou-se. Ou

- Não estou a trabalhar

e acabou-se. Uma tarde telefonou-me

- É para te dar os parabéns porque ganhei um prémio

desviou logo o assunto e isto é o cúmulo da amizade. Foram os parabéns que, até hoje, mais prazer me deram. Até as nossas dedicatórias mútuas eram secas: Para o António do Zé, Para o Zé do António e um rectângulo à volta, a cercar as palavras, a fechá-las lá dentro. O rectângulo, claro, era o mais importante, e o que estava naqueles quatro riscos, meu Deus. Maior elogio mútuo

- Belo livro

maior crítica mútua: silêncio dentro de um soslaio breve. Não, maior elogio:

- Posso ser amigo de um médico, de um engenheiro, de um pedreiro. Para ser amigo de um artista tenho que admirá-lo.

Passeávamos de braço dado na rua. Com o meu irmão Pedro, por exemplo, darmos o braço é fazermos chichi juntos, no escuro, junto à cascata do jardim dos meus pais, com um comentário sobre o jacto respectivo. Depois sacudirmos os pingos ao mesmo tempo porque a pila não sabe fungar. Então abotoamo-nos e cada um vai para o seu lado, em silêncio. Deve ser difícil as mulheres entenderem isto mas, para os homens, fazer chichi lado a lado, ao ar livre, é sinal de amizade, a olharmos para baixo, cheios de duplos queixos. Tanto che che che nesta frase. Fazer chichi na rua é um dos meus prazeres, devo ter sido cachorro noutra encarnação. Detesto urinóis, retretes: haverá alguma coisa que se compare à exaltação de mijar contra uma parede? Às vezes, a seguir ao jantar, digo ao Pedro

- Já mijaste?

sabendo que ele estava à minha espera para essa celebração da cumplicidade. Nem que sejam três gotas faz-se um esforço. Vemos as árvores, vemos o muro, não nos vemos um ao outro mas estamos ali. Nem quero pensar na ideia de fazer chichi sozinho. No fim pergunta-se

- Como é que estás?

sabendo que o parceiro se cala. Depois cada um no seu carro, sem mais palavras. Um atrás do outro e, a certa altura, separamo-nos, com um sentimentozito de despedida que custa. Quer dizer não custa assim tanto, custa um bocadinho e passa. Eu vou fazer redacções, ele vai fazer não sei o quê: pouco importa. Importa que durante uns momentos estivemos juntos. Agora interrompi esta crónica porque fui lá dentro espreitar o Santo António antes de lhe pôr o ponto final. Que pena um ponto final ser tão pequenino.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

What do You want from Me?

There might have been a time
I would give myself away
(Ooh) Once upon a time
I didn't give a damn
But now here we are
So what do you want from me
What do you want from me

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

«Everything Will Flow»

Lembrei-me de ti, falei de ti e foi muito bom. Senti o carinho. Sonhei contigo? Connosco? Foi real? Partes foram, outras já serão romanceadas. Lembranças de tempos felizes que, no desespero, me trazem à luz e me dão força para continuar. Sinto o calor no coração que trespassa a pele, sem ficar sem fôlego. Tenho saudades de dizer: adoro-te! Talvez porque gostaria que mo dissessem neste momento. Nos momentos de desalento e de descrença, faz-me bem recordar-te, voltar a sentir a alegria de cantar para ti e tu fingires que nem ouves, não falando, mas olhar de soslaio para a tua face e descobri-la em paz. Independentemente do sítio onde estejas neste momento, se soubesses o quanto desejo que sejas feliz... Estamos em paz. Agradeço por teres existido. Parte de mim foi contigo e, tal como tu, não voltará. É isso que às vezes me dá mais saudades: saudades de mim, como era, como vim a descobrir mais tarde... como era e já não sou. Fragmentos. Pedaços. Tento ligá-los, descobrir o ponto de encaixe, umas alturas encontro a peça final.... outras, nem por isso. Emprestei hoje o nosso primeiro livro...curioso... agora és a sombra do amor.

terça-feira, 20 de julho de 2010

«...o fascínio do Sol...» RD

Want to go away for a long, long time...



David Guetta - Memories (Feat. Kid Cudi)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ainda não te disse hoje???

It is late, i've got to go...

Amo-te, mãe!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como passar o tempo...

1º Mate umas moscas, mas com cuidado.
2º Deixe ao sol por 1 hora até secar.
3º Recolha as moscas, pegue lápis e papel... e deixe a imaginação fluir

Seguem alguns exemplos abaixo em anexo ...




sexta-feira, 28 de maio de 2010

«Elizabeth : La Belle Dame Sans Merci»


I.

O WHAT can ail thee, knight-at-arms,
Alone and palely loitering?
The sedge has wither’d from the lake,
And no birds sing.

II.

O what can ail thee, knight-at-arms! 5
So haggard and so woe-begone?
The squirrel’s granary is full,
And the harvest’s done.

III.

I see a lily on thy brow
With anguish moist and fever dew, 10
And on thy cheeks a fading rose
Fast withereth too.

IV.

I met a lady in the meads,
Full beautiful—a faery’s child,
Her hair was long, her foot was light, 15
And her eyes were wild.

V.

I made a garland for her head,
And bracelets too, and fragrant zone;
She look’d at me as she did love,
And made sweet moan. 20

VI.

I set her on my pacing steed,
And nothing else saw all day long,
For sidelong would she bend, and sing
A faery’s song.

VII.

She found me roots of relish sweet, 25
And honey wild, and manna dew,
And sure in language strange she said—
“I love thee true.”

VIII.

She took me to her elfin grot,
And there she wept, and sigh’d fill sore, 30
And there I shut her wild wild eyes
With kisses four.

IX.

And there she lulled me asleep,
And there I dream’d—Ah! woe betide!
The latest dream I ever dream’d 35
On the cold hill’s side.

X.

I saw pale kings and princes too,
Pale warriors, death-pale were they all;
They cried—“La Belle Dame sans Merci
Hath thee in thrall!” 40

XI.

I saw their starved lips in the gloam,
With horrid warning gaped wide,
And I awoke and found me here,
On the cold hill’s side.

XII.

And this is why I sojourn here, 45
Alone and palely loitering,
Though the sedge is wither’d from the lake,
And no birds sing.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Negrume


Carrasqueira - Cais Palafitico 4

Hoje, populam o meu cérebro imagens estas, angústia plena...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A Literatura Alemã até a Segunda Guerra Mundial


Um sofá-dicionário na Feira do Livro de Frankfurt em 2003

«País de longa tradição literária, a Alemanha tem uma literatura expressiva, desde a Idade Média, passando pelos irmãos Grimm, Goethe e Schiller, até Thomas Mann e Günter Grass, dois dos oito prêmios Nobel de Literatura.

Com cerca de 2 mil editoras e mais de 4 mil livrarias, a Alemanha tem um dos maiores mercados editoriais do mundo. O número de novos lançamentos cresce a cada ano, tendo atingido cerca de 96 mil títulos em 2007. A maior fatia é de literatura e ficção, com destaque para os livros de bolso. Mas grande também é o volume de livros infanto-juvenis e de não-ficção.
A Feira Internacional do Livro, em Frankfurt, a maior do mundo, é o grande acontecimento anual em torno da literatura. O Prêmio Literário Georg Büchner é considerado o mais importante do país. Já o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão é concedido não apenas a escritores alemães.»

Ver mais em: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1138701,00.html

Beleza interior é o mais importante para homens alemães


«As mulheres acreditam que os homens querem beleza, sexo e sonham com grandes modelos e atrizes: mero engano. Editora de Hamburgo apresenta pesquisa mostrando os verdadeiros sonhos masculinos.


Sinceridade é mais importante que sex-appeal. Este é o resultado de uma pesquisa realizada pela editora alemã Cora, apresentada nesta segunda-feira (17). A editora de Hamburgo, especializada em narrativas românticas em torno da heroína Julia, queria saber como os homens imaginam a mulher ideal. Para isso, foram entrevistados mais de mil homens e mulheres, com idades entre 18 e 59 anos.

Para 59% da população masculina alemã, fidelidade e sinceridade são mais importantes do que sex-appeal e aparência. O essencial é "ela" abrir seu coração para "ele", segundo 42% dos questionados. Um em cada cinco também afirma que a parceira perfeita deve ser boa mãe e boa dona de casa.

Preferências nacionais – Mais da metade (55%) prefere a própria mulher a uma atriz de cinema ou televisão. A atriz Franka Potente (Corra Lola, Corra) está entre as "paixões nacionais" com 6% dos votos dos entrevistados. Surpreendentemente, personalidades como a modelo Claudia Schiffer ou a tenista Steffi Graf são as "lanterninhas" da lista: apenas 2% dos homens se confessam atraídos por elas.

No geral, as loiras perderam sua liderança. Conforme os dados, 14% dos alemães dão preferência às morenas, contra os 8% que optam por cabelos claros. Para um sexto dos homens, a aparência da mulher não é importante, e mais de um terço prefere uma mulher bem malhada. Quanto ao traje de verão: sensual sim, seminua não. Também aqui, o que conta é a naturalidade.

"Na realidade, existe uma mulher ideal dentro de toda mulher. Ela só deve ser sincera consigo mesma e aceitar-se como é", afirmou uma das diretoras da empresa. "Assim é a heroína de nossos romances, Julia: ela acredita na sorte, segue corajosamente seu caminho e confia nos seus sentimentos, ao encontrar o homem de sua vida."

Elas não sabem o que eles querem

A editora Cora também quis saber o que as mulheres imaginam ser as preferências masculinas. Os resultados demonstram o pouco conhecimento das predileções dos homens: 26% das entrevistadas acredita que a aparência é o atributo principal para eles. Elas também sobrestimam os caprichos sexuais dos machos: 23% delas acham que satisfazê-los na cama é fundamental, enquanto somente 36% sabem que, para eles, a companheira é a mulher ideal.»

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,578963,00.html

Hannah - primeiro episódio

Hannah percorria o caminho com desembaraço e nem olhava onde colocava os pés. Os bosques eram-lhe familiares e muitas vezes já os tinha palmilhado de lés-a-lés. Aproximava-se do riacho onde, tantas e tantas vezes, tinha pescado em criança com os seus irmãos. Passou a ponte e chegou ao início da vila. O senhor Thomas varria o patamar em torno da taverna e bisbilhotava as actividades dos vizinhos. Riu-se, o velhote não tinha remédio! Porém, a senhora Bertha estava disposta a dar-lhe, se algum dia ele percebesse finalmente os seus sentimentos! Enfim, os amores da vila eram um enredo fabuloso para Hannah. À noite, sob a luz do candelabro, na sua escrivaninha do quarto, gostava de redigir estas histórias de amores correspondidos ou não. Adorava as festas de casamento no jardim do centro, os bailaricos de convívio e as barraquinhas de comida. Um dos eventos que mais adorava ocorria no verão e trazia uma dinâmica sem paralelo à vila. Era o dia do leilão! Neste, acontecia de tudo um pouco. Os produtores locais ofereciam as suas safras, produtos caseiros e, às vezes até objectos pessoais, de modo a serem licitados e angariarem dinheiro para a junta de freguesia. Era um dia fabuloso! As pessoas juntavam-se todas no largo central, perto do coreto, onde estava o presidente da junta com o microfone na mão a leiloar. Várias cadeiras eram preenchidas pelos primeiros a chegar ao local, sobretudo os mais velhos. Outros, percorriam as bancadas de mármore e estancavam, na dúvida, entre escolher uma fartura, um sonho, uma bifana, um prego, uma água, ou uma cerveja. As crianças corriam e saltavam por todos os lados, perseguiam os cães que, pacientemente, perdoavam-lhes as «maldades».

Linkin Park - "In The End"



I've tried so hard
And got so far
But in the end,
It doesn't even matter.
I had to fall
To lose it all
But in the end,
It doesn't even matter.
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