


"Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir." (J. Collins)


«Sinto-me desassossegada. Pois as palavras ganham um novo sentido quando não se tornam previsíveis; ganham uma nova vida quando propõem olhares e despertam perplexidades, quando inquietam o pensamento. E tornam-se sempre insuficientes quando com elas queremos dizer o que nos vai para lá da alma. Como agora.
A todos vocês que embarcaram comigo, aqui vos chamo de amigos.
Aos meus “amigos de viagem”, que embarcaram no mesmo cais, reservo uma passagem para
a outra margem, a da amizade, é um lugar certo no canto do coração e da memória.
Tudo o que com vocês partilhei, aprendi e adquiri vai servir-me de auto-alimento e de referência para dias mais tarde, para tempos que estão para vir…
A vossa prontidão e alerta nas horas certas, em que a minha maior vontade era recuar diante dos desafios, nunca vou esquecer.
Pois em cada acto de retorno consegui construir mais uma meta e, chegar ao fim, sempre de braço dado com vocês.
Palavras, gritos, sorrisos, lágrimas foi aquilo que vi ao longo desta caminhada, mas o que senti foi sem dúvida muito mais.
Cresci enquanto pessoa e aprendi a ser diferente com as vossas palavras certas no meu momento errado.
Tive um porto de abrigo seguro, roupa lavada e comida na mesa e muito mais. A vós vos louvo.
A ti que estiveste longe, mas que sempre me apoiaste incondicionalmente e acreditaste que eu era capaz quando eu julgava o contrário, te elevo.
E agora, na pobreza dos gestos e na fragilidade das palavras, nada mais me ocorre que este “obrigada”.
E agora a palavra-chave: Boa Sorte!»
A ti Cat, agradeço eu, por me ofereceres esta pérola.

E assim nós morremos a nossa vida, tão atentos separadamente
a morrê-la que não reparamos que éramos um só, que cada
um de nós era uma ilusão do outro, e cada um, dentro de si, o
mero eco do seu próprio ser. . .
Zumbe uma mosca, incerta e mínima. . .
Raiam na minha atenção vagos ruídos, nítidos e dispersos, que
enchem de ser já dia a minha consciência do nosso quarto...
Nosso quarto? Nosso de que dois, se eu estou sozinho? Não sei.
Tudo se funde e só fica, fingindo, uma realidade-bruma em que
a minha incerteza soçobra e o meu compreender-me, embalado
de ópios, adormece. . .
A manhã rompeu, como uma queda, do cimo pálido da Hora.
. . Acabaram de arder, meu amor, na lareira da nossa vida,
as achas dos nossos sonhos.. .
Desenganemo-nos da esperança, porque trai, do amor, porque
cansa, da vida, porque farta, e não sacia, e até da morte, porque
traz mais do que se quer e menos do que se espera.
Desenganemo-nos, ó Velada, do nosso próprio tédio, porque
se envelhece de si próprio e não ousa ser toda a angústia que é.
Não choremos, não odiemos, não desejemos. . .
Cubramos, ó silenciosa, com um lençol de linho fino o perfil
hirto da nossa Imperfeição. . .
F. P.
O Eu profundo e os outros Eus



Foi uma surpresa muito agradável descobrir um filme que, na sequência de outros trillers do meu agrado (Silêncio dos inocentes, Hannibal, O coleccionador de ossos, Sete pecados mortais), conseguiu instalar a expectativa constante, a revolta interior, o desejo de insurgir-me contra um mundo que se torna, cada vez mais, ávido de emoções violentas e sem controlo, ou qualquer tipo de moderação vs consideração.Resumo: “A agente do FBI Jennifer Marsh é incumbida de investigar e descobrir um serial killer que coloca vídeos ao vivo das suas vitimas na Internet num site impossível de detectar. À medida que o tempo passa o jogo do gato e do rato torna-se cada vez mais pessoal…”
Titulo Original: Untraceable
Titulo Português: Indetectável
Ano: 2008
Realização: Gregory Hoblit
Argumento: Robert Fyvolent, Mark Brinker
Actores: Diane Lane, Colin Hanks, Billy Burke, Joseph Cross, Mary Beth Hurt, Tim De Zarn, Daniel Liu
Géneros adicionais do filme: Thriller

Título: Anjos da Noite: A Revolução
Título Original: Underworld 3: The Rise of the Lycans
Género: Suspense
País/Ano: EUA / 2009
Director: Patrick Tatopoulos
Para quem aprecia este tipo de filmes, eu sou uma dessas pessoas, agradou-me este recuar às origens e à explicação da história. Apesar de previsível,apresenta-se coerente e fiel à sequela.

Há uns dias, numa cidade de França, um cartaz, com uma jovem espectacular, na montra de um ginásio, dizia: "ESTE VERÃO, QUERES SER SEREIA OU BALEIA?"
Dizem que uma mulher jovem-madura, cujas características físicas não interessam, respondeu à pergunta publicitária nestes termos:
"Estimados Senhores:







Num dos vários trabalhos que tenho, actualmente, deparo-me com livros fantásticos e desconhecidos da maior parte das pessoas. Ou porque os seus autores não tiveram grande reconhecimento, ou porque os seus temas já caíram em desuso, não estando minimamente em consonância com a realidade dos nossos dias. A parte mais aborrecida deste trabalho é o facto de ser alérgica ao pó, o que obriga-me a algumas interrupções e corridas ao WC, chegando a questionar-me se algum dia ficarei sem pele nas mãos, de tanto lavá-las. Claro que, não obstante este facto, não me incomoda muito esta minha alergia. Assim, quando alguém observador visita a minha casa, tenho sempre a desculpa na ponta da língua: «- Não repares, mas não posso estar sempre a limpar o pó, tanto por falta de tempo, como pelos meus problemas de alergia!». Uma pessoa arguta vai logo perceber que não sou muito dada às lides da casa, but whatever! Partilho convosco três apontamentos que li e considerei absolutamente deliciosos.

