quarta-feira, 15 de abril de 2009

Vamos pensar na personagem: real ou fictícia?


...

Uma vampira é o que me surge neste momento. Sedenta de sangue, dentes aguçados, pronta a atacar. A sua força é descomunal, não há quem a detenha. Quem ainda acalenta essa esperança, já saiu derrotado antes da batalha.
Indumentária vermelha, a condizer com a sua avidez por sangue, bem como pelo que se encontra nas suas entranhas: desejo efervescente, reflexo de uma alma em chamas.
Uma devoradora inata, sem piedade pelos fracos e sem nenhum receio pela própria vida. Determinada e destemida, confronta-se com o incerto e desconhecido ao percorrer as ruas à noite, contornando os muros do cemitério e repousando o corpo nas lajes de uma campa qualquer.
Alvo? Um ser humano aleatório, se bem que os do sexo masculino lhe agucem o paladar. O travo a estupidez e mentira é tão forte que a satisfazem na plenitude! O odor também é penetrante, pestilento e infiltra-se no seu âmago, mas agrada-lhe e inspira profundamente a cada bafejo que lhe chega ao nariz.
Ao mesmo tempo, almeja secretamente encarnar o papel de vigilante, qual polícia de segurança pública, protegendo a população em geral. Ah, ah! Contudo, algo a impede. Esforça-se por romper com a sua natureza cruel e desumana, mas é mais forte do que ela.
O tempo e o espaço  diluem-se para ela e caminha em passo acelerado. Corre desmesuradamente para não pensar muito e com receio de vacilar. Não pode e não quer ir contra o seu ser. Seria o mesmo que trair toda a sua ascendência.

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